sábado, 12 de dezembro de 2009

Schloss Charlottenburg

O castelo de Charlottenburg está para Berlin, assim como o castelo de Versalhes está para Paris. Originalmente do século XVII, barroco, suntuoso, como toda construção típica do período nos estados absolutistas ou controlados pela aristocracia deslumbrada, no caso de algumas cidades italianas. O nome é homenagem à Sophie Charlotte von Hannover, rainha morta em 1705 e homenageada pelo rei viúvo. O teto da sala principal possui uma riqueza que impressiona: arabescos dourados, enormes enchem os olhos. Lembro bem do sentimento que tive quando estive em Versalhes: só assim entendi o sentido da Revolução Francesa, realmente. Com Charlottengurg foi mais ou menos assim também, mas numa proporção um pouco menor. A biblioteca de Friedrich Wilhelm III (ou talvez do seu antecessor na dinastia) possui a coleção completa da Enciclopédia francesa e foi muito legal ver os livros enormes com capa de couro, velhos mas preservados nas estantes envidraçadas, ou melhor, com o melhor cristal da época, certamente. As caixinhas de fumo, ricamente ornadas com diamantes, ouro e outras pedras preciosas, é outro atrativo que mereceu meu olhar minucioso: pequenas caixas, verdadeiras jóias que acompanhavam a realeza suntuosa. Os jardins, como os de Versalhes, são imensos, com estátuas ao longo das alamedas, um lago com cisnes brancos e um pequeno bosque.

O castelo passou por diversas reformas e ampliações. No início do século XVIII seus moradores contavam com um pintor exclusivo, que morou anos na residência prussiana retratando com suas pinceladas a realeza afetada e suas cenas cotidianas. Mas a moradora mais ilustre, ao meu ver, foi a rainha Louise, esposa de Frederico Guilherme III, cujas tropas militares enfrentaram Napoleão Bonaparte. Entre idas e vindas, entre exílios e períodos de paz, Louise foi musa dos escritores românticos e influenciou uma geração de mulheres. Mas isso é conteúdo pra outro post.

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